Casa Americana

Passei os últimos dias trabalhando num projetinho pessoal, coisa que eu não fazia há algum tempo já.

Desta vez, decidi projetar e “construir” uma casa típica americana, seguindo o estilo vitoriano pelo qual tenho um carinho especial por ter passado uma temporada morando em São Francisco, Califórnia.

O primeiro passo foi angariar referências, coisa que todos devem sempre fazer antes de iniciar qualquer projeto:

Captura de tela 2015-03-19 19.37.30

Após me munir de algumas dezenas de referências, dei uma boa estudada no estilo, nas coisas em comum e parti para os esboços. Depois de algumas tentativas, cheguei a este croquis:

2015-02-26 21.34.372015-02-27 11.19.41A fase de croquis é muito importante pois permite que você defina corretamente as proporções, o approach do projeto (ou seja, a maneira como você irá encarar o projeto) e já dá uma boa ideia do caminho a seguir. Nesse sentido, sempre digo aos meus alunos que eles devem, em seus estudos, partir de projetos que já existem ao invés de sentarem-se em frente ao computador e começar a inventar coisas. O processo, até esse momento, é idêntico àquele usado por meus colegas arquitetos na criação de seus projetos. Na verdade, este trabalho foi mesmo um pouco disso: um projeto de arquitetura que foi criado não para ser habitado, mas apenas para ser visto.

Dei, então, início à modelagem básica, colocando a casa de pé em pouco tempo:

Comparação entre o croquis e a modelagem inicial

Comparação entre o croquis e a modelagem inicial

É nessa hora que o computador mostra suas vantagens ante o método tradicional de projeto. Com o projeto já em 3D e com a possibilidade de adicionar e retirar detalhes com facilidade, a imaginação pode voar mais solta, e passamos a enxergar aspectos que não víamos antes.

Um exemplo disso é a maneira como o projeto evoluiu. Ao colocar todo mundo em seu devido lugar, com as devidas proporções, e poder passar pelo projeto entendendo melhor a volumetria, os recuos e as relações entre os elementos, percebi que o projeto tinha, desde o início, algumas guias básicas: simetria e verticalidade. Também pude testar com acabamentos, entre eles o clapboard, para o qual bolei uma técnica muito legal para modelar utilizando o sweep.

degraus

O piso da varanda, assim como os degraus redondos, não chegou ao final do projeto. Foi substituído pelo mais autêntico piso de madeira.

camera 01_teste02

camera 01_teste05

A simetria do projeto exigia uma modificação no telhado da varanda, fazendo com que o conjunto ficasse mais harmonioso.

camera 01_teste09 camera 03_teste06

Fiz diversos testes com a modelagem até ficar feliz com ela. Depois, passei a trabalhar a vegetação, para a qual o Forest Pack Lite foi perfeito! A maneira como esse plugin da ItooSoft é capaz de distribuir e variar modelos é perfeita para a criação de grama e florestas realistas.

Satisfeito com o projeto, passei para a iluminação e render, que foi onde pude me divertir mais. Resolvi fazer versões diferentes da casa, começando pela tradicional casa ensolarada:

Casa Americana (sol)

Noturna:

Casa Americana (noite)

Uma versão mais nublada, que eu particularmente gosto:

Casa Americana (overcast)

E, finalmente, uma brincadeira diferente: neve!

Casa Americana (neve)

Enfim, um projeto pessoal divertido, sem amarras de prazo ou de cliente, pra lembrar porquê é tão legal ser arquiteto e 3Dzeiro. 😛

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